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Toda menina precisa de um otário

sábado, 21 de janeiro de 2012

Toda mulher já se apaixonou pelo cara errado. Daqueles babacas disfarçados de príncipe, que, com um sorriso doce e algumas palavras bonitas te conquistou. Vamos ser sinceras, todas nós já sofremos por um desses; Gastamos beleza, saliva e tempo que no final só nos trouxe de lucro, maturidade. A história é sempre a mesma, o conhecemos, ele se mostra um príncipe, doce, gentil, amoroso, tudo de bom... e acabamos nos apaixonando. Convenhamos, todas nós que já sofremos por isso, sabemos aonde vai dar, a história é sempre a mesma, e o final... também. Vamos colocar as verdades em jogo, no fundinho, nós sabíamos que não era certo e que era melhor manter a distância, mas sempre achávamos um motivo (menor que seja) para não desistir. O resultado? Ele te enrola, pede desculpas e faz cara de cachorro pidão, e nós? Com o coração na mão, aceitamos as desculpas, e assim vai...
Na minha opinião ( de quem também já teve um caso assim), toda menina precisa de um otário, que a faça ver o quanto ela é bonita demais para meninos assim, porque afinal de contas, depois de uma experiência assim nós crescemos, amadurecemos e assim conseguimos distinguir quem é homem de verdade e quem é moleque.
Confesso e admito que não é fácil botar um ponto final, assim, de uma hora para a outra, somos humanos, somos consumidos pelas historias de princesas e príncipes e finais felizes desde crianças, e assim sempre achamos que alguma coisa vai mudar, que uma atitude nova vai acontecer e que o cara vai amadurecer ( de uma vez por todas), e assim a realidade nua e crua aparece para mostrar que (como diz minha mãe) "não é assim que a banda toca".
Meninos, moleques, homens a parte. Quando um Homem realmente gosta, ele corre atrás, homens são simples e completamente previsíveis, quando eles querem algo, não há ninguém no mundo que os impeça, nem que seja só de tentar.
Então assim a dica fica, príncipes não existem, todo babaca deixa pistas  de quem ele realmente é, só o que precisamos fazer é enxergar.

Desapego

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eu sempre fui do tipo de garota que se apaixona, por tudo, por todos, por aquilo que desconheço, por aromas e sabores. Antes dos cinco, não vivia sem meu bicho de pelúcia, não era qualquer pelúcia que as crianças tanto gostam. Era meu, era único. Tinha um aroma diferente, de algo que não sabia diferenciar, mas que mesmo assim gostava. Ele era meu melhor amigo, meu conselheiro. Minha companhia quando um castigo era dado. Mas uma hora tivera que crescer, eu o deixei. 
As coisas costumavam a me deixar, até eu fazer isso pela primeira vez. Abri mão de muitas amizades, de alguns amores. Depois de um tempo isso começou a me magoar, não era aquela menina mais que conseguia abrir mão de qualquer coisa. As coisas começaram a ter valor para mim, começaram a causar dor quando partiam. "... Sem apego.Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções" Como dizia meu querido Caio Fernando Abreu. Eu era assim, precisava da emoção de conhecer novas pessoas, novos lugares, e assim perdia algumas pessoas no caminho. Mas com o tempo, com ajuda dos hormônios ( Meus queridos, que estão sempre presentes, as vezes presentes até demais), mudei, cresci e aprendi que algumas coisas, por mais divertidas e prazerosas que sejam, podem machucar, não só a mim, mas aos outros. Acho que mudei, a partir do momento que me perguntei: " Será que as pessoas não se machucam? Com essa mudança repentina?". 
Apaixonei-me, pratiquei o desapego, mudei, cresci. 

minhas batalhas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Em um minuto, eu vi tudo desmoronar. Todos aqueles inúmeros planos, todas aquelas ideias na cabeça indo se afastando devagar. Cadê aquela menina batalhadora? Aquela menina forte, que costumava morar aqui? alguma voz dentro de mim, ainda insistia a dizer aquilo. Ela se mudou, cansou de perder batalhas. Enfraqueceu-se, a vida lhe convocou a tantos conflitos, que enfim, acabou saindo machucada. Outra voz, fazia questão de responder. Fazia de tudo, tentava de tudo, mas a única força que ainda me sobrava era aquela, de emergência, de pegar as malas e sair correndo, o que, no caso, naquele momento, era tudo o que eu mais queria fazer. Tava tudo errado, bagunçado, virado ao avesso, entulhado, em cima do outro; Mas o que se há de fazer? Todo aquele lixo acumulado, era culpa de anos e anos de sofrimento, que a cada lágrima segurada, ali ficava, água parada, esperando outros momentos de tristeza para que pudesse cada vez mais fazer-me ficar sobrecarregada. Fazia a infelicidade de todos que estavam a minha volta, para eles, tudo era drama, tudo era exagero. Bom se fosse. Toda aquela dor, voltara. Tudo que eu demorei anos afim para me livrar, estão voltando. Toda aquela dor, aquele sentimento de culpa, tudo. Cadê a luz do fim do túnel? Será que ela se apagou? Será que mais um caminho foi bloqueado? São tantas perguntas não é mesmo? Tantas perguntas sem respostas... Em questão de segundos, minha vida virou um buraco negro, e que, se eu achava que tudo já estava escuro e sombrio demais, eu nunca vira o que acabara de ver, minha vida apagada, em preto e branco. Há quem diga que a vida é assim, que tudo passa, que tudo tem uma razão de acontecer e várias das outras frases mais clichês. Mas eu me pergunto, será? Será mesmo que tudo volta ao normal? Parece tão impossível não é mesmo? Como não há de saber, como a vida é uma pergunta sem resposta, vou fazer aquilo que já me acostumei a fazer, esperar. Esperar até que a luz acenda, que o preto e branco vire colorido e que toda essa bagunça seja arrumada.

último amor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cansei. Transbordei. Entrei em erupção mais uma vez. Explodi.
Não dá mais, não consigo mais. Digo, não posso ficar presa a ti para sempre. "Esquecer", é disso que eu preciso, é difícil eu sei, não me desanime, apenas sei que isso é o certo. Estou aqui mais uma vez, e espero que seja a última, para escrever essa carta, a última, das inúmeras que lhe escrevi em todos esses anos. " Meu amor.." " Meu querido..." quantas vezes comecei uma carta com essas palavras, que com o passar dos anos, foram se transformando em palavras rudes, secas e frias. Há quem diga que me tornei um monstro, insensível, cruel e fria. Quem sabe? Posso ter mesmo virado esta criatura, mas se tem uma coisa que posso afirmar é que, não sou assim porque quero. Depois de longos anos, de muitas cartas e noites sem dormir, mudei. Acordei com outros olhares para a vida, com uma cabeça nova e ampliada para o mundo e nela já não havia mais espaço para você. O que há de esperar? Um dia agente cresce! Não é fácil, ah, não é fácil mesmo. Mas sabe, as vezes agente cansa de ser idiota.
Minha vida inteira carreguei-lhe nas costas, lhe dei amor, carinho e tudo que qualquer homem quer. Agora me diz, meu amor, o que ganhei em troca? Fora aquele grande e velho bau de decepções que me atormentou durante anos afim. Cansei de levar esse peso nas costas, nessa caminhada que fiz, ou você vai sozinho ou você fica pelo caminho. O que se há de fazer? É a vida, o jogo, as regras, é ela quem faz. Por isso meu querido, estou-lhe escrevendo esta última carta, espero, sinceramente, que guarde minhas palavras, e com elas guarde minhas atitudes, porque como disse á algumas linhas atrás, alguns mudam, espero que você mude também, e com isso, aprenda a a valorizar atitudes. E aqui está, com muito amor que um dia já lhe dei, minha última carta, para o meu último amor.

Dor no peito.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

amor, aquela sensação voltou. Está doendo tanto que mal consigo respirar. Aquela dor no peito, aquela falta de ar constante, aquela dor que insiste em voltar. O que está acontecendo? Será que estou doente? Será que estou morrendo? É isso? Amor, o que posso fazer para melhorar? Está começando a crescer aqui dentro uma magoa, uma vontade de chorar inexplicável, de repente, do nada. Desde que você se foi, os meus dias são assim, vou de farmácia a farmácia procurando tal remédio que cure minha dor. Será que isso existe? Remédio para dor no coração, para saudade e para mágoa? Uma vez cheguei a perguntar para a moça que me atendia, "Por acaso a senhorita teria algum remédio para dor no coração? E saudade?" A mulher, do balcão tentava assimilar do que estava falando, "ela deve ser louca", obviamente era o que pensava, mas tudo o que conseguira dizer era apenas um curto e grosso "não". Era difícil demais para lidar sozinha, tua ausência me machuca, me rasga, me perfura. E o que posso fazer? Claro, além do que já faço, escrever cartas que talvez nunca sejam entregues, cartas? Muito mais que isso, são pedidos de socorro, um s.o.s, uma saudade, nostalgia, qualquer coisa... Qualquer coisa que faça você voltar.

Um simples pedaço de papel.

Gostava de escrever. Colocar a caneta no papel e deixar as palavras saírem. Gostava da sensação de liberdade que tinha quando via as palavras se tornando frases e assim tornando-se um texto. Mas se existia uma parte que mais me encantava fazer era, jogar todos aqueles inúmeros papeis no mar. Aposto que a neste momento do texto, você, seja lá quem for que anda lendo meus singelos textos, deve estar me achando insana, louca de pedra, maluca. Me diga, quem em sã consciência joga seus textos recém escritos no mar? Digo e repito: "eu". Posso dizer que tinha prazer de vê-los sendo levados pela correnteza, era uma maneira de certa forma de aliviar tudo que estava subentendido dentro daquelas palavras, toda a dor, todo o sofrimento. Pedaços de palavras que se tornam meias frases, que se tornam pequenos textos e que se tornam um desabafo. Sentia-me como o papel que era levado pela água até não der mais. Sentia-me como papel principalmente pelo fato que de dentro dele, nada mais e nada a menos habitavam sentimentos, íntimos e quiçá até secretos.  É uma boa descrição, posso afirmar, agora vou-me apresentar a este modo. Sou um papel, sem muita essência, apenas um papel com muitas palavras dentro.

bonequinha.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ela era apenas um brinquedinho. Frágil e delicada feito uma rosa. Todos queriam brincar com ela, todos a faziam de marionete. Todos adoravam. Mais ela cresceu, e com isso ela não queria ser mais a diversão de ninguém. Ela cresceu e ninguém gostou quando ela aprendeu a brincar.