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último amor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cansei. Transbordei. Entrei em erupção mais uma vez. Explodi.
Não dá mais, não consigo mais. Digo, não posso ficar presa a ti para sempre. "Esquecer", é disso que eu preciso, é difícil eu sei, não me desanime, apenas sei que isso é o certo. Estou aqui mais uma vez, e espero que seja a última, para escrever essa carta, a última, das inúmeras que lhe escrevi em todos esses anos. " Meu amor.." " Meu querido..." quantas vezes comecei uma carta com essas palavras, que com o passar dos anos, foram se transformando em palavras rudes, secas e frias. Há quem diga que me tornei um monstro, insensível, cruel e fria. Quem sabe? Posso ter mesmo virado esta criatura, mas se tem uma coisa que posso afirmar é que, não sou assim porque quero. Depois de longos anos, de muitas cartas e noites sem dormir, mudei. Acordei com outros olhares para a vida, com uma cabeça nova e ampliada para o mundo e nela já não havia mais espaço para você. O que há de esperar? Um dia agente cresce! Não é fácil, ah, não é fácil mesmo. Mas sabe, as vezes agente cansa de ser idiota.
Minha vida inteira carreguei-lhe nas costas, lhe dei amor, carinho e tudo que qualquer homem quer. Agora me diz, meu amor, o que ganhei em troca? Fora aquele grande e velho bau de decepções que me atormentou durante anos afim. Cansei de levar esse peso nas costas, nessa caminhada que fiz, ou você vai sozinho ou você fica pelo caminho. O que se há de fazer? É a vida, o jogo, as regras, é ela quem faz. Por isso meu querido, estou-lhe escrevendo esta última carta, espero, sinceramente, que guarde minhas palavras, e com elas guarde minhas atitudes, porque como disse á algumas linhas atrás, alguns mudam, espero que você mude também, e com isso, aprenda a a valorizar atitudes. E aqui está, com muito amor que um dia já lhe dei, minha última carta, para o meu último amor.

Dor no peito.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

amor, aquela sensação voltou. Está doendo tanto que mal consigo respirar. Aquela dor no peito, aquela falta de ar constante, aquela dor que insiste em voltar. O que está acontecendo? Será que estou doente? Será que estou morrendo? É isso? Amor, o que posso fazer para melhorar? Está começando a crescer aqui dentro uma magoa, uma vontade de chorar inexplicável, de repente, do nada. Desde que você se foi, os meus dias são assim, vou de farmácia a farmácia procurando tal remédio que cure minha dor. Será que isso existe? Remédio para dor no coração, para saudade e para mágoa? Uma vez cheguei a perguntar para a moça que me atendia, "Por acaso a senhorita teria algum remédio para dor no coração? E saudade?" A mulher, do balcão tentava assimilar do que estava falando, "ela deve ser louca", obviamente era o que pensava, mas tudo o que conseguira dizer era apenas um curto e grosso "não". Era difícil demais para lidar sozinha, tua ausência me machuca, me rasga, me perfura. E o que posso fazer? Claro, além do que já faço, escrever cartas que talvez nunca sejam entregues, cartas? Muito mais que isso, são pedidos de socorro, um s.o.s, uma saudade, nostalgia, qualquer coisa... Qualquer coisa que faça você voltar.

Um simples pedaço de papel.

Gostava de escrever. Colocar a caneta no papel e deixar as palavras saírem. Gostava da sensação de liberdade que tinha quando via as palavras se tornando frases e assim tornando-se um texto. Mas se existia uma parte que mais me encantava fazer era, jogar todos aqueles inúmeros papeis no mar. Aposto que a neste momento do texto, você, seja lá quem for que anda lendo meus singelos textos, deve estar me achando insana, louca de pedra, maluca. Me diga, quem em sã consciência joga seus textos recém escritos no mar? Digo e repito: "eu". Posso dizer que tinha prazer de vê-los sendo levados pela correnteza, era uma maneira de certa forma de aliviar tudo que estava subentendido dentro daquelas palavras, toda a dor, todo o sofrimento. Pedaços de palavras que se tornam meias frases, que se tornam pequenos textos e que se tornam um desabafo. Sentia-me como o papel que era levado pela água até não der mais. Sentia-me como papel principalmente pelo fato que de dentro dele, nada mais e nada a menos habitavam sentimentos, íntimos e quiçá até secretos.  É uma boa descrição, posso afirmar, agora vou-me apresentar a este modo. Sou um papel, sem muita essência, apenas um papel com muitas palavras dentro.

bonequinha.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ela era apenas um brinquedinho. Frágil e delicada feito uma rosa. Todos queriam brincar com ela, todos a faziam de marionete. Todos adoravam. Mais ela cresceu, e com isso ela não queria ser mais a diversão de ninguém. Ela cresceu e ninguém gostou quando ela aprendeu a brincar. 

Menina dos lábios de mel.

Talvez eu não tenha te tratado tão bem quanto deveria. Talvez eu não tenha te amado com todo o amor que tinha. Pequenas coisas que eu deveria ter dito e feito e eu simplesmente não fiz. Talvez eu não tenha te abraçado todos aqueles momentos que você precisava. Talvez eu nunca tenha te dito o quanto eu te amo.Eu sei que eu errei, mas por todo o amor que tu tinha por mim, por favor diga-me que teu doce amor ainda não se foi, que todas aquelas palavras de amor não se transformaram em rancor.  Diga-me, apenas diga-me. Ainda espero essas palavras de tua boca. 
Garota dos lábios de mel, o que aconteceu? Cadê aquela doce menina que me chamava de amor? Trancou-a, prendeu-a dentro de ti? Será que algum dia ainda poderei vê-la? Ou ela se foi, junto com as tuas lágrimas? ah menina de rosa, ainda lembro do primeiro sorriso, do primeiro beijo. Nunca fora forte o suficiente para esconder sentimentos. Nunca fora forte para fingir por tanto tempo; pois então venha menina dos cabelos louros, venha minha princesa, não irei segurar minha vontade de ti por mais uma noite, pois então venha e diga portanto que sou seu. 

Cartas para você.

Outro dia de verão, que vem e vai embora. Caminhos que não se cruzam, destinam que não se unem. Quanto mais andava, mas perdida eu me sentia. Cercada de um milhão de pessoas e eu ainda me sinto sozinha. Sentada em um banco qualquer de um bar de Londres, lá estava, sozinha, escrevendo cartas que talvez nunca seriam entregues. Do lado do copo meio-cheio de vodka, havia um caixa, pequena e similar a um livro antigo, lá estavam guardadas as cartas que te escrevi, nunca as mandei, também não pretendo, escreve-las ainda me faz sentir como você estivesse aqui, preenche esse vazio que se instalou dentro de mim desde tua partida; Cada uma com uma linha ou duas, escritas perfeitamente com a antiga caneta que teu pai dera para mim. Bem sei que deveria te envia-las, mas sei que isto me machucaria muito mais, então as guardo, para que todas as noites você esteja aqui, comigo. Minhas palavras eram frias e sem graça, não sabia como agir, depois de tudo palavras me faltam, sentimentos sobram. Um dia de inverno está vindo, e indo embora, e eu continuo a escrever as cartas e a guarda-las, talvez em algum outro dia de verão, você esteja aqui para que possamos le-las juntos. Com amor, carinho e saudade daquela que ainda te espera.

Uma peça de teatro.

domingo, 20 de novembro de 2011



A vida é um teatro. Enquanto os outros aprendiam a atuar, eu já estava pronta, vestida com um longo vestido branco, casando de certa forma com aquela história mal feita. Adaptada, mudada, escrita e reescrita, nada dava certo, uma virgula errada, um ponto deslocado, naquela apresentação era tudo improvisado. Uma peça de teatro que não permite ensaios, pois tudo nela é previsível. Uma história aonde não se sabe ao certo quem entra em cena pois hora está uma correria, hora uma lerdeza, atores atrapalhados que mal sabem o que estão fazendo no meio do palco. Tanta gente observando, uns querendo o fim da peça, outros querendo que o fim demore a chegar. O que realmente importa é que o destino de todos os personagens já estava definidos, e mal eles sabiam, que antes mesmo de entrarem em cena tudo já estava planejado. Por quem? Eu não sei ao certo, acho também que nunca saberei, mas que há um diretor sábio por trás de tudo isso eu não tenho duvidas. O que posso dizer ao certo é que enquanto todos esses "Porques" não são solucionados, porque não se senta? Compra uma pipoca e fica para assistir a peça mais desorganizada, mais louca, mais incerta e mais esperada de todos os tempos? 

alma perdida

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Está frio lá fora, e aqui dentro está muito pior. As lembranças mais uma vez vieram bater em minha porta, cobrando-me aquilo que já não me recordo mais. Parada na frente da minha liberdade, sem saber o que fazer, lá estava, eu, o meu silencio e um turbilhão de pensamentos confusos. Eu fui fraca, repito, cedi aos meus fantasmas, permiti que eles fizessem o que quisessem de mim, eu tentei impedir, digo, fiz de tudo que a minha dor permitiu que fizesse. Tentei me salvar, impedir daquilo que me fazia de refém se tornar algo muito maior, mas era tarde demais, eu já estava perdida, completamente viciada naquela sensação de liberdade, quanto mais risco eu corria, mais livre eu sentia. As vezes me desejava forte, forte ao ponto de conseguir vencer uma batalha contra mim mesma. Já, cansada, daquelas inúmeras promessas, de mentiras, de falsas palavras, e daqueles sorrisos apagados que chamava de meus. Sem ver a luz do fim do túnel, eu desisti. Pulei em direção a solução dos meus problemas. Era um dia frio demais, eu não suportaria. E assim dito digo-me de passagem, sou apenas mais uma alma perdida em busca da felicidade. 

fuga

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu fugi. De tudo, de todos, daquilo que me perseguia, daquilo que foi-se embora e que me deixou saudade, da culpa, do medo. Fugi, não porque quis, mas porque precisava. Já estava sedenta, cheia de culpa, tomada pelo medo da solidão, que no final foi a unica amiga que me restou. Eu quis mudar, começando por mim, aquela que tanto muda e que se diz mudada, mas não é bem assim que acontece, continuo sendo uma menina com medo do escuro, agarrada na luminária, feito macaco e uma banana, com medo de que todos aqueles monstros que moravam debaixo na minha cama, viessem me pegar. Continuo sendo aquela menininha que chora por causa da boneca quebrada, sentida por ela não poder fazer mais parte do meu mundo imaginário, que por não ser mais importante fosse banida daquele mundo que eu chamava de meu. Não sei você, mas eu vejo semelhança, de ser banida daquele mundo imaginário, faz de conta. Sinto medo de ser banida, daquilo que conheço e fazer parte daquilo que desconheço. O escuro já não me atormenta mais, mas na perda desse medo, outros vieram em seu lugar, e eu? O que posso fazer? Só me resta esperar, até que esses que aqui estão, partam para longe. Eu fugi meu querido, não porque quis, mas porque tudo isso que aqui lhe disse me fizeram crer que precisava.

simples riacho.

sentada na janela, mais um vez, olhando o movimento na rua e as pessoas que nela passam. Me faz bem, sentir esse sensação de estar, mesmo que por um segundo, fora do mundo; por cima, observando tudo. Estar acima de todos os problemas, flutuando. Tanta dor e sofrimento trancados em um corpo, que muitas vezes transborda feito um pequeno riacho, que de gota em gota, enche cada vez mais. É uma boa definição, posso dizer, sou um riacho, daqueles bem simples, que por fora parece e se diz mais um, um riacho qualquer, mas quando se olha com outros olhos, se mostra tão diferente disso. Nada que uma boa disfarçada não melhore, um sorriso amarelo, paciência e muito orgulho. Orgulho de não se deixar levar por qualquer besteira, orgulho de não deixar uma lágrima sequer cair diante de alguém, alguém que muitas vezes pode transformar uma lágrima em várias. Aquela menina, ainda curva sobre a dura cadeira perto a janela, sofre, que por mais que um sorriso no rosto ainda lhe sobra, uma enorme dor ainda lhe persegue. Sem enxergar a luz do túnel, ela se mata, se envolve, se deixa levar pelo fantasma que a assombra, aqueles medos que nunca eram vistos, se tornaram públicos, estavam ali, estampados no frágil rosto, para que qualquer um pudesse ver. Nada mais, nada a menos do que um simples riacho "trocando de pele", levando as águas turbulentas e ficando sereno. Já não havia restado nada. Uma lágrima seca, uma despedida mal feita e um punhado de dores não resolvidas.