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Desapego

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eu sempre fui do tipo de garota que se apaixona, por tudo, por todos, por aquilo que desconheço, por aromas e sabores. Antes dos cinco, não vivia sem meu bicho de pelúcia, não era qualquer pelúcia que as crianças tanto gostam. Era meu, era único. Tinha um aroma diferente, de algo que não sabia diferenciar, mas que mesmo assim gostava. Ele era meu melhor amigo, meu conselheiro. Minha companhia quando um castigo era dado. Mas uma hora tivera que crescer, eu o deixei. 
As coisas costumavam a me deixar, até eu fazer isso pela primeira vez. Abri mão de muitas amizades, de alguns amores. Depois de um tempo isso começou a me magoar, não era aquela menina mais que conseguia abrir mão de qualquer coisa. As coisas começaram a ter valor para mim, começaram a causar dor quando partiam. "... Sem apego.Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções" Como dizia meu querido Caio Fernando Abreu. Eu era assim, precisava da emoção de conhecer novas pessoas, novos lugares, e assim perdia algumas pessoas no caminho. Mas com o tempo, com ajuda dos hormônios ( Meus queridos, que estão sempre presentes, as vezes presentes até demais), mudei, cresci e aprendi que algumas coisas, por mais divertidas e prazerosas que sejam, podem machucar, não só a mim, mas aos outros. Acho que mudei, a partir do momento que me perguntei: " Será que as pessoas não se machucam? Com essa mudança repentina?". 
Apaixonei-me, pratiquei o desapego, mudei, cresci. 

minhas batalhas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Em um minuto, eu vi tudo desmoronar. Todos aqueles inúmeros planos, todas aquelas ideias na cabeça indo se afastando devagar. Cadê aquela menina batalhadora? Aquela menina forte, que costumava morar aqui? alguma voz dentro de mim, ainda insistia a dizer aquilo. Ela se mudou, cansou de perder batalhas. Enfraqueceu-se, a vida lhe convocou a tantos conflitos, que enfim, acabou saindo machucada. Outra voz, fazia questão de responder. Fazia de tudo, tentava de tudo, mas a única força que ainda me sobrava era aquela, de emergência, de pegar as malas e sair correndo, o que, no caso, naquele momento, era tudo o que eu mais queria fazer. Tava tudo errado, bagunçado, virado ao avesso, entulhado, em cima do outro; Mas o que se há de fazer? Todo aquele lixo acumulado, era culpa de anos e anos de sofrimento, que a cada lágrima segurada, ali ficava, água parada, esperando outros momentos de tristeza para que pudesse cada vez mais fazer-me ficar sobrecarregada. Fazia a infelicidade de todos que estavam a minha volta, para eles, tudo era drama, tudo era exagero. Bom se fosse. Toda aquela dor, voltara. Tudo que eu demorei anos afim para me livrar, estão voltando. Toda aquela dor, aquele sentimento de culpa, tudo. Cadê a luz do fim do túnel? Será que ela se apagou? Será que mais um caminho foi bloqueado? São tantas perguntas não é mesmo? Tantas perguntas sem respostas... Em questão de segundos, minha vida virou um buraco negro, e que, se eu achava que tudo já estava escuro e sombrio demais, eu nunca vira o que acabara de ver, minha vida apagada, em preto e branco. Há quem diga que a vida é assim, que tudo passa, que tudo tem uma razão de acontecer e várias das outras frases mais clichês. Mas eu me pergunto, será? Será mesmo que tudo volta ao normal? Parece tão impossível não é mesmo? Como não há de saber, como a vida é uma pergunta sem resposta, vou fazer aquilo que já me acostumei a fazer, esperar. Esperar até que a luz acenda, que o preto e branco vire colorido e que toda essa bagunça seja arrumada.

último amor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cansei. Transbordei. Entrei em erupção mais uma vez. Explodi.
Não dá mais, não consigo mais. Digo, não posso ficar presa a ti para sempre. "Esquecer", é disso que eu preciso, é difícil eu sei, não me desanime, apenas sei que isso é o certo. Estou aqui mais uma vez, e espero que seja a última, para escrever essa carta, a última, das inúmeras que lhe escrevi em todos esses anos. " Meu amor.." " Meu querido..." quantas vezes comecei uma carta com essas palavras, que com o passar dos anos, foram se transformando em palavras rudes, secas e frias. Há quem diga que me tornei um monstro, insensível, cruel e fria. Quem sabe? Posso ter mesmo virado esta criatura, mas se tem uma coisa que posso afirmar é que, não sou assim porque quero. Depois de longos anos, de muitas cartas e noites sem dormir, mudei. Acordei com outros olhares para a vida, com uma cabeça nova e ampliada para o mundo e nela já não havia mais espaço para você. O que há de esperar? Um dia agente cresce! Não é fácil, ah, não é fácil mesmo. Mas sabe, as vezes agente cansa de ser idiota.
Minha vida inteira carreguei-lhe nas costas, lhe dei amor, carinho e tudo que qualquer homem quer. Agora me diz, meu amor, o que ganhei em troca? Fora aquele grande e velho bau de decepções que me atormentou durante anos afim. Cansei de levar esse peso nas costas, nessa caminhada que fiz, ou você vai sozinho ou você fica pelo caminho. O que se há de fazer? É a vida, o jogo, as regras, é ela quem faz. Por isso meu querido, estou-lhe escrevendo esta última carta, espero, sinceramente, que guarde minhas palavras, e com elas guarde minhas atitudes, porque como disse á algumas linhas atrás, alguns mudam, espero que você mude também, e com isso, aprenda a a valorizar atitudes. E aqui está, com muito amor que um dia já lhe dei, minha última carta, para o meu último amor.

Dor no peito.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

amor, aquela sensação voltou. Está doendo tanto que mal consigo respirar. Aquela dor no peito, aquela falta de ar constante, aquela dor que insiste em voltar. O que está acontecendo? Será que estou doente? Será que estou morrendo? É isso? Amor, o que posso fazer para melhorar? Está começando a crescer aqui dentro uma magoa, uma vontade de chorar inexplicável, de repente, do nada. Desde que você se foi, os meus dias são assim, vou de farmácia a farmácia procurando tal remédio que cure minha dor. Será que isso existe? Remédio para dor no coração, para saudade e para mágoa? Uma vez cheguei a perguntar para a moça que me atendia, "Por acaso a senhorita teria algum remédio para dor no coração? E saudade?" A mulher, do balcão tentava assimilar do que estava falando, "ela deve ser louca", obviamente era o que pensava, mas tudo o que conseguira dizer era apenas um curto e grosso "não". Era difícil demais para lidar sozinha, tua ausência me machuca, me rasga, me perfura. E o que posso fazer? Claro, além do que já faço, escrever cartas que talvez nunca sejam entregues, cartas? Muito mais que isso, são pedidos de socorro, um s.o.s, uma saudade, nostalgia, qualquer coisa... Qualquer coisa que faça você voltar.

Um simples pedaço de papel.

Gostava de escrever. Colocar a caneta no papel e deixar as palavras saírem. Gostava da sensação de liberdade que tinha quando via as palavras se tornando frases e assim tornando-se um texto. Mas se existia uma parte que mais me encantava fazer era, jogar todos aqueles inúmeros papeis no mar. Aposto que a neste momento do texto, você, seja lá quem for que anda lendo meus singelos textos, deve estar me achando insana, louca de pedra, maluca. Me diga, quem em sã consciência joga seus textos recém escritos no mar? Digo e repito: "eu". Posso dizer que tinha prazer de vê-los sendo levados pela correnteza, era uma maneira de certa forma de aliviar tudo que estava subentendido dentro daquelas palavras, toda a dor, todo o sofrimento. Pedaços de palavras que se tornam meias frases, que se tornam pequenos textos e que se tornam um desabafo. Sentia-me como o papel que era levado pela água até não der mais. Sentia-me como papel principalmente pelo fato que de dentro dele, nada mais e nada a menos habitavam sentimentos, íntimos e quiçá até secretos.  É uma boa descrição, posso afirmar, agora vou-me apresentar a este modo. Sou um papel, sem muita essência, apenas um papel com muitas palavras dentro.

bonequinha.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ela era apenas um brinquedinho. Frágil e delicada feito uma rosa. Todos queriam brincar com ela, todos a faziam de marionete. Todos adoravam. Mais ela cresceu, e com isso ela não queria ser mais a diversão de ninguém. Ela cresceu e ninguém gostou quando ela aprendeu a brincar. 

Menina dos lábios de mel.

Talvez eu não tenha te tratado tão bem quanto deveria. Talvez eu não tenha te amado com todo o amor que tinha. Pequenas coisas que eu deveria ter dito e feito e eu simplesmente não fiz. Talvez eu não tenha te abraçado todos aqueles momentos que você precisava. Talvez eu nunca tenha te dito o quanto eu te amo.Eu sei que eu errei, mas por todo o amor que tu tinha por mim, por favor diga-me que teu doce amor ainda não se foi, que todas aquelas palavras de amor não se transformaram em rancor.  Diga-me, apenas diga-me. Ainda espero essas palavras de tua boca. 
Garota dos lábios de mel, o que aconteceu? Cadê aquela doce menina que me chamava de amor? Trancou-a, prendeu-a dentro de ti? Será que algum dia ainda poderei vê-la? Ou ela se foi, junto com as tuas lágrimas? ah menina de rosa, ainda lembro do primeiro sorriso, do primeiro beijo. Nunca fora forte o suficiente para esconder sentimentos. Nunca fora forte para fingir por tanto tempo; pois então venha menina dos cabelos louros, venha minha princesa, não irei segurar minha vontade de ti por mais uma noite, pois então venha e diga portanto que sou seu. 

Cartas para você.

Outro dia de verão, que vem e vai embora. Caminhos que não se cruzam, destinam que não se unem. Quanto mais andava, mas perdida eu me sentia. Cercada de um milhão de pessoas e eu ainda me sinto sozinha. Sentada em um banco qualquer de um bar de Londres, lá estava, sozinha, escrevendo cartas que talvez nunca seriam entregues. Do lado do copo meio-cheio de vodka, havia um caixa, pequena e similar a um livro antigo, lá estavam guardadas as cartas que te escrevi, nunca as mandei, também não pretendo, escreve-las ainda me faz sentir como você estivesse aqui, preenche esse vazio que se instalou dentro de mim desde tua partida; Cada uma com uma linha ou duas, escritas perfeitamente com a antiga caneta que teu pai dera para mim. Bem sei que deveria te envia-las, mas sei que isto me machucaria muito mais, então as guardo, para que todas as noites você esteja aqui, comigo. Minhas palavras eram frias e sem graça, não sabia como agir, depois de tudo palavras me faltam, sentimentos sobram. Um dia de inverno está vindo, e indo embora, e eu continuo a escrever as cartas e a guarda-las, talvez em algum outro dia de verão, você esteja aqui para que possamos le-las juntos. Com amor, carinho e saudade daquela que ainda te espera.

Uma peça de teatro.

domingo, 20 de novembro de 2011



A vida é um teatro. Enquanto os outros aprendiam a atuar, eu já estava pronta, vestida com um longo vestido branco, casando de certa forma com aquela história mal feita. Adaptada, mudada, escrita e reescrita, nada dava certo, uma virgula errada, um ponto deslocado, naquela apresentação era tudo improvisado. Uma peça de teatro que não permite ensaios, pois tudo nela é previsível. Uma história aonde não se sabe ao certo quem entra em cena pois hora está uma correria, hora uma lerdeza, atores atrapalhados que mal sabem o que estão fazendo no meio do palco. Tanta gente observando, uns querendo o fim da peça, outros querendo que o fim demore a chegar. O que realmente importa é que o destino de todos os personagens já estava definidos, e mal eles sabiam, que antes mesmo de entrarem em cena tudo já estava planejado. Por quem? Eu não sei ao certo, acho também que nunca saberei, mas que há um diretor sábio por trás de tudo isso eu não tenho duvidas. O que posso dizer ao certo é que enquanto todos esses "Porques" não são solucionados, porque não se senta? Compra uma pipoca e fica para assistir a peça mais desorganizada, mais louca, mais incerta e mais esperada de todos os tempos? 

alma perdida

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Está frio lá fora, e aqui dentro está muito pior. As lembranças mais uma vez vieram bater em minha porta, cobrando-me aquilo que já não me recordo mais. Parada na frente da minha liberdade, sem saber o que fazer, lá estava, eu, o meu silencio e um turbilhão de pensamentos confusos. Eu fui fraca, repito, cedi aos meus fantasmas, permiti que eles fizessem o que quisessem de mim, eu tentei impedir, digo, fiz de tudo que a minha dor permitiu que fizesse. Tentei me salvar, impedir daquilo que me fazia de refém se tornar algo muito maior, mas era tarde demais, eu já estava perdida, completamente viciada naquela sensação de liberdade, quanto mais risco eu corria, mais livre eu sentia. As vezes me desejava forte, forte ao ponto de conseguir vencer uma batalha contra mim mesma. Já, cansada, daquelas inúmeras promessas, de mentiras, de falsas palavras, e daqueles sorrisos apagados que chamava de meus. Sem ver a luz do fim do túnel, eu desisti. Pulei em direção a solução dos meus problemas. Era um dia frio demais, eu não suportaria. E assim dito digo-me de passagem, sou apenas mais uma alma perdida em busca da felicidade. 

fuga

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu fugi. De tudo, de todos, daquilo que me perseguia, daquilo que foi-se embora e que me deixou saudade, da culpa, do medo. Fugi, não porque quis, mas porque precisava. Já estava sedenta, cheia de culpa, tomada pelo medo da solidão, que no final foi a unica amiga que me restou. Eu quis mudar, começando por mim, aquela que tanto muda e que se diz mudada, mas não é bem assim que acontece, continuo sendo uma menina com medo do escuro, agarrada na luminária, feito macaco e uma banana, com medo de que todos aqueles monstros que moravam debaixo na minha cama, viessem me pegar. Continuo sendo aquela menininha que chora por causa da boneca quebrada, sentida por ela não poder fazer mais parte do meu mundo imaginário, que por não ser mais importante fosse banida daquele mundo que eu chamava de meu. Não sei você, mas eu vejo semelhança, de ser banida daquele mundo imaginário, faz de conta. Sinto medo de ser banida, daquilo que conheço e fazer parte daquilo que desconheço. O escuro já não me atormenta mais, mas na perda desse medo, outros vieram em seu lugar, e eu? O que posso fazer? Só me resta esperar, até que esses que aqui estão, partam para longe. Eu fugi meu querido, não porque quis, mas porque tudo isso que aqui lhe disse me fizeram crer que precisava.

simples riacho.

sentada na janela, mais um vez, olhando o movimento na rua e as pessoas que nela passam. Me faz bem, sentir esse sensação de estar, mesmo que por um segundo, fora do mundo; por cima, observando tudo. Estar acima de todos os problemas, flutuando. Tanta dor e sofrimento trancados em um corpo, que muitas vezes transborda feito um pequeno riacho, que de gota em gota, enche cada vez mais. É uma boa definição, posso dizer, sou um riacho, daqueles bem simples, que por fora parece e se diz mais um, um riacho qualquer, mas quando se olha com outros olhos, se mostra tão diferente disso. Nada que uma boa disfarçada não melhore, um sorriso amarelo, paciência e muito orgulho. Orgulho de não se deixar levar por qualquer besteira, orgulho de não deixar uma lágrima sequer cair diante de alguém, alguém que muitas vezes pode transformar uma lágrima em várias. Aquela menina, ainda curva sobre a dura cadeira perto a janela, sofre, que por mais que um sorriso no rosto ainda lhe sobra, uma enorme dor ainda lhe persegue. Sem enxergar a luz do túnel, ela se mata, se envolve, se deixa levar pelo fantasma que a assombra, aqueles medos que nunca eram vistos, se tornaram públicos, estavam ali, estampados no frágil rosto, para que qualquer um pudesse ver. Nada mais, nada a menos do que um simples riacho "trocando de pele", levando as águas turbulentas e ficando sereno. Já não havia restado nada. Uma lágrima seca, uma despedida mal feita e um punhado de dores não resolvidas.

O último adeus!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

              ...Antes de começar a ler, apenas quero que me prometa que não vai derrubar nenhuma lágrima, eu não as mereço...

Era verão, sim, a época que todos estavam se divertindo, saindo de casa de manha e só voltando á noite, aqueles dias que tudo que você quer é ficar na piscina o dia inteiro, bom, eu deveria estar fazendo aquilo. Eu fiquei sentada do parapeito da janela do meu quarto o verão inteiro, observando as crianças do meu bairro correrem e brincarem, enquanto o carrinho de sorvete passava e uma multidão de pessoas iam atrás, ficava ali observando os pássaros levando folhas para construir os seus ninhos, as árvores florescendo, por horas. Eu parei para pensar nas coisas a partir do dia que você se foi, o que aconteceu comigo? Eu costumava a ser forte! Ou eu estava enganada esse tempo todo?
 Eu tenho saido para pensar. Você ainda se lembra do nosso banco na pracinha da esquina? Hoje ele é o meu refugio do mundo. Sabe, quando você não está bem e não quer falar com ninguém? Você já se sentiu assim? Meio, sozinho? Fora isso, as coisas andam exatamente iguais desde o dia que você se foi, o sorveteiro continua passando, as folhas continuam caindo e as crianças continuam correndo pela rua. Mas e você, como vai as coisas? Sua família está bem? E seu pai, continua fazendo aquela coleção de selos? E a sua mãe, continua escrevendo aquele livro de receitas? Eu era louca pelas comidas dela... Mas, e você? Como anda a vida? E aquela menina bonita que passava em frente a sua casa todos os dias, ela continua lá? Espero que sim, também espero que você esteja feliz, bom, mesmo que não seja comigo. Não vou negar, nem mentir, eu ando me sentindo meio culpada, desde aquele dia, não sei porque, sou complicada sabe? Mas você também tem culpa nisso! É, quem mandou você entrar na minha vida e sair assim, do nada? Dói e dói muito. E sabe o que dói mais do que isso? É a tua ausência, tos teus abraços, dos teus beijos,e quer saber? Eu sinto tanta a tua falta e a cada dia que passa eu desejo mais um pouquinho que você volte. Eu peço todos os dias a Deus que quando eu for na pracinha lá estará você, sentado, comendo o seus tão adorados morangos, como costumava ser. Bom, eu só queria dizer que eu dei o meu melhor, eu fiz de tudo, eu tentei de tudo e eu suportei de tudo. Juro que tentei fazer, as coisas continuarem iguais, mas sem você aqui, as coisas não funcionam. Tetei fazer com que o lugar aonde eu vivia, um lugar suportável, mas como sempre eu estraguei tudo. Porque? Adivinha?! Eu confiei demais, eu acreditei demais, eu senti demais, eu fiz as coisas serem demais para mim. Era como você dizia, "nunca demonstre fraqueza para o inimigo, ele usará isso para te machucar ainda mais"... porque eu não te ouvi? Mas agora é tarde demais, você se foi, minha esperança também, apenas quero dizer que esta é a ultima carta que lhe envio, vou seguir minha vida, ou  melhor, tentar arruma-la, a vida continua né? Adeus meu querido, seja feliz. 

Meus tempos...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu tô precisando dá um tempo. Sabe, um tempo só para mim, para colocar as coisas no lugar, encaixar cada pecinha do quebra-cabeça e achar as peças que foram perdidas no meio do jogo. Um tempo para descobrir o que eu realmente quero, para focar minhas metas e reorganizar meus sonhos. Um tempinho só para mim? É pedir demais? Preciso de um tempo para correr no parque, comer coisas diferentes e ir ao shopping com as amigas, preciso de um tempo para viver, para pensar muito bem nas minhas escolhas. Preciso desmascarar a falsidade e dar olá para as verdadeiras amizades, tenho que voltar a pintar, a dançar e a  fotografar os detalhes da natureza, quero voltar a escrever como antes e conseguir passar tudo o que eu sinto para o papel. Preciso parar de ver filmes românticos e chorar, achando que eu vou ser a única pessoa do mundo que não vai ter um amor daqueles. Preciso retomar a leitura dos meus livros e empoeirados livros de terror. Preciso dar valor a vida, de um tempo para ela, para aproveitar, para gritar e para ouvir a minha música preferida no ultimo volume. Preciso aprender a não perder tempo com coisas idiotas, que só me fazem mal, que não valem a pena e que só irão me fazer perder tempo. Preciso deste tempo para mandar a saudade ir embora, reconstruir um coração partido e deixar a felicidade atingir em cheio o meu peito, tomando ele por inteiro, para que finalmente eu, encontre a felicidade. Encontre o que eu realmente sou. É eu ando precisando mesmo de tempo! 

Meu conto de fadas não realizado.


Eu não quero mais um príncipe encantado, não sonho mais em me casar com um cara perfeito e ser feliz para sempre, esqueci dos finais felizes. Eu quero viver, quero me sentir realizar comigo mesma, quero encontrar um amor verdadeiro e saber que ele vai me amar por quem eu sou, viver esta loucura que é estar com ele.
quero viajar o mundo inteiro e poder contar muitas histórias, de mundos além do meu, mundos escondidos em lugares nunca vistos antes, e com pessoas que possam seguir essa aventura comigo. Quero viver o suficiente para ter muitas, muitas lembranças, quero ter a honra de ensinar para meus filhos, netos e bisnetos (se for possível) tudo o que eu demorei para aprender. Quero ter orgulho de ter realizado todos os meus desejos e vontades, de ter aproveitado cada momento da minha vida. E de certa forma, ainda quero ter muitas decepções e muitos tombos, porque eu sei, que tudo isto vai me ensinar, de alguma forma a ser uma pessoa melhor. 
Quero olhar pra frente e ver um futuro, com pedras e obstáculos sim, para que eu possa aprender com cada um, a super-los melhor, a resolve-los melhor e a encara-los melhor. Não quero um príncipe encantando, pois eles não existem, eu quero alguém que mesmo com defeitos seja perfeito para mim. Não quero final feliz, porque ele acaba, e eu ainda tenho muita aventura pela frente, para querer parar por aqui.

Na rua do café.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ruas de pedras amareladas e cidades com pequenas praças vazias. Senhoras na janela vendo a vida passar.  Crianças na calçada sorrindo e gritando. É tudo tão igual, e ao mesmo tempo, tão particular. Cada expressão. Cada esquina. Sinto que por instantes, poderia decifrar olhares e criar novos destinos. É o que eu gosto de fazer, sentar em um café e observar, ficar ali por horas, imaginando o que se passa na cabeça das pessoas, o que elas querem, para onde elas estariam indo. Acho que as vezes é difícil entender que cada pessoa tem a sua própria vida, seus próprios sonhos e objetivos, porque de certa forma, somos tão conectados uns com os outros, que me faz pensar se alguém teria os mesmos gostos que eu ou se alguém desgosta das mesmas coisas que eu. Por mais que a gente imagine, suponha e faça inúmeras teorias do porque aquela pessoas está fazendo tal coisa e aquela outra disse tal coisa, apesar de tudo isso, não podemos decifrar o que o outro realmente quer. Acredito que  se soubéssemos tudo que se passa na cabeça de quem agente ama, ficaríamos totalmente surpreendidos, porque afinal, agente (infelizmente) não sabe o que se passa na cabeça de uma pessoa, não sabe no que ela acredita e o que ela deixa de acreditar. Mas a verdadeira graça de observar as pessoas, é ver o modo de como elas agem, porque vendo isso, agente sabe um poco da personalidade dela, mesmo que seja bem pouco, é um grande começo. E quando eu sento em um café qualquer eu me sinto como um pequeno grão de areia no mundo, rodeada de pessoas desconhecidas e com metas, horários e compromissos á cumprir, me sinto tão pequena, pensando que as pessoas que passam, nem sabem quem eu sou, o meu nome, de onde vim, do que gosto, e ao mesmo tempo que me sinto pequena, me sinto extremamente importante, exatamente como um critico de um grande espetáculo, que a partir da minha palavra, as pessoas vão tentar melhor. E por mais estupido que seja esse meu pensamento, é assim que acontece, as pessoas julgam sem mesmo conhecer, e isso muitas vezes, magoa. 
Mas se tem algo que aprendi e juro levar para o resto da vida, é que, a vida real não tem roteiro. Não somos divididos por mocinhos, vilões e figurantes. Existem vários personagens, histórias, segredos e revelações dentro de nós, cabe a nós acordar e escolher que fantasia usar. 

leia isso idiota!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


Olá minha querida, como vai a vida? Enganando muita gente? Se fazendo de coitadinha para muita gente? Qual é a vitima da vez? São muitas perguntas, tenho certeza que tu terá uma desculpa para cada, vou adorar ouvi-las. Hipocrisia, falsidade, segundas intenções, aproximação por interesse, mentiras, traições, punhaladas pelas costas, fofocas, intrigas, quanta coisa né? Até me impressionei quando tu fez tudo isso, não achei que terias tanta cara de pau para faze-las. Eu me pergunto: o que te levou a fazer tudo isso? Popularidade? Maldade mesmo? O que, me diga, pois até hoje não entendi. Sinceramente, se você se preocupa tanto em ser alguém, porque não faz por onde? Não batalha? Não luta? Como eu fiz, ao invés de querer derrubar os outros, porque tu não pega todo esse esforço e faz algo útil? Pode acreditar, o esforço que tu faz para machucar os outros, é o esforço que tu vai precisar para fazer algo honesto! Quer um conselho de uma ex amiga? Para de tentar comprar todos com a porcaria do teu dinheiro, cresce e aparece e acorda pro mundo, porque ele tá passando e tu não está vendo, achando que tudo vai dar certo, quer saber? nada dá certo se agente não se esforçar para tal. 
Eu costumava ter ódio de você, nojo, repugnância, mas eu aprendi que quanto mais moral eu lhe dava, eu estaria cada vez mais entrando no teu estupido joguinho. Eu tenho pena de você, que não consegue as coisas e precisa arrancar das pessoas aquilo que tu queres, pena de você que não consegue as coisas por si própria. Então está ai querida, acorda pro mundo, porque ele não vai esperar por você!

E agora, amor.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Carregue ela e a gire, deixe ela de cabeça para baixo, deixe-a tonta… ela vai gritar, espernear e te bater, mas secretamente ela vai gostar. Segure sua mão enquanto você conversa, segure sua mão enquanto você dirige, segure sua mão enquanto vocês caminham … apenas segure sua mão. Diga que ela está linda e repare quando ela mudar a cor do cabelo dela, olhe diretamente em seus olhos enquanto você fala com ela. A proteja. Conte piadas idiotas para ela, faça trocadilhos sem graça, mande mensagens de boa noite, faça cócegas nela, mesmo que ela te mande parar, apenas faça de tudo para ela rir. Quando ela começar a te xingar e te chamar de apelidos de que você não gosta, abrace-a e aperte-a bem forte e diga que a ama. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a zangada, em seguida, beije-a. Provoque ela, deixe-a louca. Deixe ela te provocar de volta. Beija-a na bochecha, beija-a na testa, morda ela fraco, agente gosta… apenas a faça se sentir bem e feliz ao teu lado. Deixe-a vestir suas roupas, deixe ela brincar com você, com suas coisas, deixe-a ficar com o melhor lado da cama, fique debaixo do cobertor com ela, assista aquele romance chato e meloso de que ela tanto gosta, deixe ela se fazer de dificil, entre no jogo dela. Vá devagar. Não force nada! E quando você olhar no fundo dos olhos dela, quando seu coração acelerar, perceba: você a ama, você a ama muito.

Carta para os meus verdadeiros amores.


Queridos, papai e mamãe.Há quanto tempo eu não os chamo assim? Ultimamente eu não tenho sido boa o suficiente para vocês, acho que não estou sendo boa suficiente nem para mim mesma, e, por mais que vocês achem que não, tudo está sendo muito difícil e doloroso para mim. E por incrível que pareça está sendo pior ainda escrever esta carta. Eu sei que não sou a filha perfeita, sei também que tenho muitos defeitos e que assim acabo magoando vocês, e acreditem, eu realmente gostaria de ser diferente! Apenas queria dizer que independente de tudo, de todas as brigas, os gritos, as noites sem dormir, as lágrimas, a culpa e as vezes, amor demais, apesar de tudo isso, eu me encho de orgulho em dizer que vocês são tudo para mim, e que sem vocês eu não seria absolutamente nada. Dedico tudo que eu tenho a vocês, que me deram a vida e me ensinaram a vivê-la com amor, não bastaria um obrigado, não bastaria nem mil obrigados, porque, não existe prova de amor maior do que isso! Dedico a vocês meus amores, que me ensinaram tudo que eu sei, que me ajudam a cada erro, que não me julgam por ser como eu sou, não existe nenhum obrigado que possa mostrar o quanto eu sou abençoada por ter vocês aqui comigo! 
Mãe, obrigada por brigar comigo, e dizer que eu preciso maneirar no adoçante, mesmo eu dizendo que dessa maneira não consigo tomar leite nem o suco, obrigado por me fazer entender o lado dificil da vida. Obrigado por me colocar no colo ( mesmo estando muito pesada e crescidinha para isso) e me ouvir, secar minhas lágrimas e dizer palavras de conforto, obrigado (eu acho) por achar que meus amigos da internet são pedófilos e estupradores de 72 anos e obrigado por sempre me dizer aquele sermãozinho chato antes de eu sair de casa. Obrigado por me acordar cedo e me fazer ir para escola. Obrigado por não me julgar, porque eu sei que não sou a filha perfeita, a aluna perfeita, a amiga perfeita, a conselheira perfeita, e mesmo assim você me ama como se fosse. As vezes eu acabo fazendo besteira, dizendo coisas inadequadas, respondendo coisas má educadas, falando alto e dizendo o que eu penso nas horas (totalmente) erradas, mas mesmo assim ai estão vocês, ajustando meus botões de funcionamento, regulando meus sorrisos e risadas, e deletando minhas lágrimas. Vocês sabem o quanto isso é importante para mim? O quanto significa?
ah pai, o que dizer do senhor? Se fosse escrever tudo, ai coitado dos meus followers! Tu es meu herói, meu porto seguro, a pessoa que vai fazer de tudo para me ajudar e me fazer rir nas horas de dor, é aquele cara que não falta um sorriso no rosto, um cara que eu me encho de orgulho em dizer: ” aiai, esse ai é meu pai”! Eu tenho a sensação que tu me conhece muito, mas do que qualquer um, talvez seja porque gostamos das mesma coisas, achamos graça das mesmas coisas, acho que é por isso, que você se destaca tanto na minha vida, não só por ter esse jeito brincalhão e gostar das mesmas coisas que eu, mas sim, porque é o senhor que decide o que fazer quando a coisa está feia, você é que nem eu (em mais um aspecto) é mandão, é pai, somos durões, cabeça quente e por isso, nos batemos as vezes, mas saiba, que a cada discussão nossa, acabo saindo dela te amando ainda mais!
Bom, essa carta é para vocês, meus amores, com todo o meu amor da sua “filhinha rebelde”

23/09/08


Meu anjinho, quanto tempo se passou não é? Amanha completam mais anos que você se foi, você sabe o quanto é doloroso para mim? Quero dizer, o quanto ainda dói saber que você não vai mais voltar? Sabe, eu passei muito tempo me enganando, dizendo que não podia ser verdade, que as coisas realmente acontecem por algum sentido, mais de 3 anos de passaram, e eu ainda não acho um motivo que realmente explique o porque que você se foi. 
Se quer saber, eu sempre visitava teu tumulo, com lágrimas nos olhos, olhava teu nome escrita naquela lápide, e doía, doía tanto, eu ia lhe visitar achando que você estaria lá, me esperando, para rir comigo, falar besteiras e comer chocolate até passar mal, como nós costumávamos fazer, era ridiculamente doloroso saber que você não estaria a minha espera, que não íamos mais rir daquelas coisas que costumávamos rir antes, que não íamos mais no supermercado de pijama, o que mais machucava era saber que muito mais do que perder alguém, eu perdi meu melhor amigo, meu confidente, meu anjinho, o meu melhor amigo. 
 Sei que este é um momento terrível para mim. Tento não pensar no dia em que soube da noticia, tento esquecer das noites em que te vi chorar de dor, tento me perdoar pela despedida nunca dada. As vezes eu ainda me pego, revirando nossas fotos antigas, nossos videos que fizemos na praia, você se lembra, daquela tarde aonde passamos o dia inteiro na praia tentando fazer um castelinho de areia? Você se lembra de como aquele dia foi divertido? Pois é, eu ainda me lembro, ainda mais das tuas palavras, dizendo que eu era a rainha e tu era o rei, daquele simples e pequeno castelinho de areia. 
Agente nunca acha que vai acontecer com agente né? Agente sempre sente pena e tristeza pelos outros que já perderam alguém, mas o duro é ter de aguentar a falta e a saudade de alguém que tanto amamos. Vou dar um conselho, o conselho de alguém que sabe o quanto dói sentir a falta de alguém que você nunca mais poderá ver: Se você ame alguém, diga. Se você quer abraçar alguém, abraçe. Se você quer se desculpar com alguém, se desculpe. Porque você nunca sabe quando essa pessoa pode ir embora, diga, antes que seja tarde demais.
Descanse em paz, meu amor.

Carta para o (meu) amor

domingo, 18 de setembro de 2011


Em todos os meus relacionamentos, me joguei de cabeça na esperança que o amor da pessoa que eu amei fosse verdadeiro e que para mim fosse eterno.. Infelizmente, e como previsto, isso não aconteceu. Mas ao quebrar minha cara, em nenhuma das vezes perdi meu coração. Ele se despedaçou, em alguns 1001 pedaços, mas com o tempo consegui reaquecê-lo e cicatrizá-lo. Essas inúmeras quedas não me tornaram fria, pois sei como é ser machucado por alguém assim, e eu não seria capaz de tratar quem eu amo com tal frieza! Amar, é uma palavra forte, você não acha? Amar é viver duas vezes, é se entregar de corpo e alma para alguém, que na verdade, tem controle sobre ti. Amar é punk, é pink é hard, entra em um nível de coragem e vontade, nunca visto e sentido antes. Amar é dar o melhor de ti para alguém, sem esperar retribuição, amar é muito mais do que uma palavra, e as pessoas a dizem como se fosse uma palavra qualquer! 
Enquanto escrevia tal texto, pensei em ti, que com um olhar faz com que meu coração dispare e que todas as minhas ilusões tenham um toque, mesmo que seja falso, um toque de verdade, pensei em ti que é a razão de tantos outros textos que faço, a razão dos meus sonhos e das minhas ilusões mais doces. ah meu amor, saiba que eu não escolhi me apaixonar por você, o meu coração que insistiu, e acho, que desta vez ele estava certo.

desabafo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mais um dia, mas um longo dia, mais um decepção, mais uma lágrima derrubada por nada. É assim, dia após dia, deitada no chão frio do banheiro, deixando sair pelos olhos, tudo aquilo que não cabe no coração. Até quando? Isso vai continuar me perturbando? Até quando vou ter que chorar escondida no banho, enquanto minhas lágrimas são disfarçadas dentre a água do chuveiro? Até quando vai doer? Porque sinceramente, eu estou cansada de ter de suportar tudo, sem poder dizer nada. O que era um plural feliz, virou apenas um singular infeliz e solitário, o que eu sempre soube mas nunca quis crer que fosse assim, é que nunca existiu um nós, apenas eu, como sempre, apenas eu. Eu sempre fui forte, o que aconteceu comigo? Eu só queria poder escrever o turbilhão de coisas que eu estou sentindo agora, queria apenas que as pessoas vissem a que estado eu cheguei, apenas queria que alguém realmente se importasse. Eu só queria aprender a me importar menos, talvez seria a solução dos meus problemas. Odeio ter de sorrir quando tudo que eu mais quero é chorar, mas infelizmente é só isso que eu tenho feito. O pior de tudo é que, quando eu penso que posso confiar em alguém, essa pessoa me decepciona, agora aprenda: O silêncio, é o choro mais alto de uma garota.

Me diz, o que você faria?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O que você faria, se um dia você acordasse e soubesse que a pessoa que você mais ama, faleceu? Que você nunca mais ia poder ver o sorriso dela, nunca mais ia poder abraça-la, nem beija-la? Que nunca mais você poderia lhe contar nada, que nunca mais ia ter aquelas conversas com ela? O que você faria, se tudo o que lhe restasse fosse um adeus, algumas fotos, saudades e a dor que nunca vai ser apagada? O que você faria se soubesse que você nunca mais ia poder dizer que o/a amava? Que nunca mais ia poder ouvir a voz dessa pessoa? Me diz, o que você iria fazer? Eu sei a dor que é, perder alguém que agente ama muito, e aposto que eu não sou a única, por isso, eu apenas digo, valorize as pessoas enquanto você pode, porque um dia ela pode não estar mais aqui, faça cada dia com essas pessoas durar porque um dia, só o que se pode restar deles é lembranças. Agradeça de telas contigo, perto de ti e não só nos momentos de dificuldades! Ame-as como se fosse o ultimo dia e se precisar dizer algo, diga e não exite em esperar, se precisar fazer algo, faça, NUNCA deixe para depois, porque depois pode ser tarde demais. 

Fora do (meu) mundo


Nenhuma insanidade é tão louca quanto essa. Entre todas aquelas que considerava impossíveis, te amar tão intensamente consegue superar qualquer um desses absurdos. E, apesar de ser impossível sequer te tocar, imagine te ter para mim.

Sempre considerei errado tudo o que fosse fora do meu alcance, mas nunca imaginei como eu poderia fazer parte do que queria evitar. Entretanto, me senti diferente ao visualizar meu reflexo no espelho: por fora, eu continuava a mesma. Não havia mudado por fora o tanto que mudei por dentro, por mais estranho que possa ser, eu estava me sentindo outra pessoa.

Porém, lá dentro, onde tudo acontece de verdade, meu coração declarava guerra com a minha moral. Eu sabia exatamente aonde estava me metendo, sabia das consequências que na verdade, eu não poderia evitar. Mas o amor é assim mesmo, tem suas respostas sempre prontas para calar a voz da razão, deixando-a incapaz de dizer o lado certo.

Às vezes, me pergunto o que se passa comigo, como um sentimento pode mudar seu mundo inteiro? E assim, como explicação, só me restavam duas alternativas: ou estava completamente e absurdamente louca ou você realmente fazia meu mundo desandar.

E, por mais que eu procurasse negar, a segunda fazia bem mais sentido.

Cansei de ser boba.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


De uns tempos para cá, tanta coisa mudou, terminei amizades, deletei muita gente da minha vida, mudei com muitas pessoas e elas mudaram comigo, tudo isso, sem remorso. Quem me conhece bem, sabe que sempre dei segundas, terceiras, decimas chances, perdoei erros muitas vezes imperdoáveis, chorei, passei maquiagem e segui em frente. Estou errada?
A verdade é que me olhei no espelho hoje de manha e me vi completamente diferente, mas a verdade é que, cansei de ser boba. Não aceito mais ser amigo daqueles que não sabem o que querem, quero distancias das pessoas que mudam muito rápido e daquelas pessoas que colocam uma máscara na frente do rosto e quando as conhecemos se mostram cruéis, minha única prioridade agora sou eu e eu mesma. Me chamem do que quiser, egoísta, egocêntrica, mas chega uma hora da vida em que você tem que parar de pensar nos outros e começar a pensar em você mesma, e que invés de aceitar os outros temos que primeiramente aceitar nós mesmos. 
Digo e ainda admito, já fui muito boazinha, já aceitei muita coisa de boca fechada. Cansei! Não vou mais tolerar comentários que me fazem mal, por uma questão de amor próprio. E agora é assim: "não quero", "não posso" e "Com licença, faça o favor de sair da minha vida e não voltar mais?". Dito e feito! 

Amar e nada mais que isso.

Percebo que hoje em dia, as pessoas andam muito exigentes em relação ao amor. Qualquer desencontro, pronto, acabou. Não aceitamos os erros dos outros e queremos que aceitem os nossos erros, somos humanos, até aonde sei, é da nossa naturalidade errar. Queremos que todos estejam dentro de nossas expectativas, que nossas ilusões virem realidade. Já não nos limitamos com o possível, ele já não nos interessa mais. Queremos algo maior, sempre maior, algo irreal! Queremos sempre é que tudo se encaixe perfeitamente com as nossas condições. 
No meio de tantas exigências, acabamos esquecendo do essencial: amar e amar muito. E se tem algo que precisamos entender é que pessoas não são descartáveis, não existe remédio para tudo e que não viemos com manual de instruções, por isso suponho que devemos ir errando até aprendermos a acertar. Todo mundo tem os seus defeitos, suas dificuldades e não, não temos como faze-los desaparecer, eles fazem parte de nós, e são eles que nos ajudam a amadurecer. Agora eis uma pergunta que não quer se calar, porque andamos tão exigentes e contrários ao amor? O que ele fez de tão errado de as pessoas quererem distancia de tal maneira? Será que no fundo, no fundo, estamos é com medo de amar, e por isso acabamos nos autoboicotando, para que no final termos que acabar sozinhos, debaixo das cobertas, assistindo filmes de romance e se lamentando por não ter alguém do lado?
Mas pense comigo: Será que estamos mesmo errados? E não, não adianta inventar desculpas, nem colocar a culpa em uma outra pessoa, se as coisas estão dando errado, temos alguma responsabilidade sobre elas. 
Agora eu vejo, e vejo perfeitamente, que amar é nada mais e nada menos do que conhecer a si mesmo de uma maneira mais complexa, conhecer o que nos faz bem, o que nos faz sorrir e chorar. Agora pense, repense suas atitudes, e veja que afinal, o pobre coitado do amor não é o culpado, somos nós, que por medo de se machucar, acabamos desistindo da coisa que mais nos faz bem. 

Eu e minhas virgulas.

domingo, 4 de setembro de 2011


Linhas, parênteses, virgulas, palavras sem concordância nenhuma. Concordo com Clarice Lispector quando diz que "eu sou um mistério para mim mesma". Me identifico com isso, busco todos os dias me conhecer, pois a cada dia, me encontro uma pessoa diferente. Tudo isso pra dizer que, apesar de tudo isso, alguma coisa eu já sei de mim.  Por exemplo, jamais saio de casa sem o meu cabelo perfeitamente arrumado e alisado, posso sair sem sapatos, sem brinco, sem esperança, mas nunca saio de casa sem o meu cabelo arrumado. Mesmo que eu tenha que passar horas na frente do espelho, sem ele direito, eu não saio.
Tenho horror de gente mesquinha. Acho péssimo unhas extremamente compridas, parece que são facas na ponta dos dedos. Nunca deixo ninguém cometer uma injustiça na minha frente, jamais. Falo alto, dou chilique, mas nunca deixo a limpo. Tenho uma adoração irracional por filmes de ação. Acho Londres fantástica, adoro histórias da realeza. Sou viciada em café e em doce (Afinal, quem não é?), tenho coulrofobia, ria se quiser, mas tenho pavor de palhaços.
Tenho dificuldade de assumir meus sentimentos, tenho certeza que ninguém nunca me viu chorar.  Acho que uma das pessoas mais sábias do mundo foi John lennon, e sempre acharei isso. Não gosto de invadir o espaço dos outros e detesto que invadam o meu. Em TPM, no entanto, viro um trator desgovernado fazendo tudo o que há de errado. O amor e a música são minhas únicas religiões. Amar é um ato de coragem. Amar demais é perigoso, mas amar de menos pode ser fatal. Amo cachorros, corujas e cavalos, mas se eu fosse um bicho, seria um passarinho.  
Carrego pouquíssimas culpas, não costumo me arrepender do que faço, se fiz é porque senti vontade. Faço malas incrivelmente grandes, não consigo escolher o que levar. Perdoo mais facilmente os outros do que a mim mesma. Amo meus amigos, poucos, verdadeiros e fantásticos.
  Não gosto de perder tempo com quem não tem tempo para me oferecer. Não gasto palavras com quem não merece. Não dou amor pra quem não tem pra dar. Tenho horror a dar explicações ao ciúmes, para mim ciúmes é inexplicável.   Escolho minhas lutas e jamais tento apagar as marcas de minhas batalhas, minhas cicatrizes me mostre o quanto fui longe e o quanto eu suportei a dor, me mostram que sou forte e vou ser quando precisar. Sou extremamente intuitiva, sei de coisas que não sei dizer e nem explicar. Levo a vida do meu jeito, meu roteiro é não ter um roteiro definido. E vamos em frente, não me lamento. Não me lamento nunca.
Não gosto de falsa. Nem de gente que tem opinião formada sobre tudo, me lembram robôs, que sempre tem uma frase já definida para qualquer pergunta. Minhas idéias são infinitas, acho que tenho 1001 ideias por segundo. Nunca deixo uma coisa em aberto, para mim é assim, se começou, termina. Essa sou eu, cheia de parenteses, virgulas, erros e correções. 

Cacos de vidros.

A gente tinha tudo pra da certo, e mesmo todo mundo jurando que não, a gente dava, eramos como cão e gato, mas que por trás de toda perseguição, se completavam. Nós eramos aquele tipo de casal, que a cada briga, a cada discussão, saiam dela se amando cada vez mais. Eramos aquele tipo incerto de casal, que depois de alguns cacos de vidros pelo chão, algumas palavras sem pensar, acabávamos passando a noite, abraçados e falando besteira um para o outro. Disto eu garanto, ninguém sabia. 
Do que eu sabia, na verdade, tinha certeza, era que tudo isso teria uma data para acabar, eu sabia, por trás de cada "eu te amo" havia uma mentira, uma promessa quebrada, um pouco do meu amor desprezado. E assim foi, acabou, teve um fim, você fez tuas malas e partiu. E enquanto tu ia embora, eu me via perdendo dois amores, o seu e o próprio. Mas tudo isso passou, eu transformei todo esse amor em força, para continuar o que eu fazia antes de te conhecer. Cortei o cabelo, o lindo cabelo comprido que você tanto admirava, mudei minhas roupas, meu estilo, minha vida. Liguei para as minhas melhores amigas, é, aquelas que você tanto queriam que estivessem longe de mim. Acabei bebendo mais do que devia. E quer saber, foi muito bom não ter que me preocupar com você. 
Lembrei do número dos garotos que conheci e que desprezei por tua causa. E ao quebrar todas as nossas promessas, você me fez quebrar todas as que eu tinha feito para mim mesma antes de te conhecer. Se quer um conselho de ex e amiga, da próxima vez, não faça as malas, antes de ter certeza de que quer partir. 

A perfeição imperfeita.

Pequena, o que há de errado? Porque tanto choras, encolhida no chão frio? O que tanto reclama, com palavras sujas, que de tua boca, saem como alivio. O que tu tanto queres, e não consegue ter? O que tanto lhe dói? Porque tantos cortes e feridas ainda abertas? Me diz, pequena, o que tanto queres matar? Acho que em um ponto da vida, descobrimos que os monstros que tanto procurávamos debaixo da cama, vivem e crescem dentro de nós, os monstros somos nós. Agora vamos, levante-se, ponha-se de pé, eu suponho que tu não queira ficar ai para sempre, erga a cabeça e coloque-a para funcionar, pois, beleza nenhuma, consegue ser mais bela do que uma menina inteligente. Coloque uma roupa apropriada, vista-se com joias e coloque um perfume delicado, para combinar com teus traços. Deixe-me lhe contar um segredo: a beleza, um rostinho bonito, não é nada comparado o que agente tem por dentro. Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito e isso nos torna únicos. 

Pequenas coisas.







Sou carente. Gosto de abraços. Gosto de surpresas. Gosto de sms durante a madrugada. gosto quando me dão beijo na testa. Gosto quando me chamam de “minha”. Gosto de colo e de carinhos inesperados. Gosto quando cantam uma música para mim ou até mesmo quando me dedicam algo. Adoro sentir o perfume das pessoas, principalmente quando eles ficam em minhas roupas. Gosto tanto de sorrisos, principalmente quando são por minha causa. Amo piadas, que por mais sem graça que sejam, me faça rir. Quando seguram a minha mão. De dormir abraçada.  De assistir filmes de comédia, música francesa e do bom e velho rock ‘n’ roll.  Parecem ser coisas tão pequenas e insignificantes, acredite se quiser, essas pequenas coisas podem mudar o meu dia.

Morte e suas cicatrizes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Não adianta eu fingir que estou bem porque eu não estou, não adianta eu ficar com esse sorriso pra cima e pra baixo que uma hora ele cansa, não adianta eu esconder, que a cada dia que passa, esse vazio vai aumentando e a dor vai se instalando. De uma forma, estamos destinados a perder a quem amamos, eles simplesmente vão embora, de uma maneira cruel e dolorosa. Eu te tinha nos braços, e você partiu, abriu tuas asas e foi embora, para um lugar bem longe daqui. Ei, vem me buscar, me levar para teus braços confortáveis, seus beijos calmantes, seu sorriso lindo. Porque é tão difícil? Ter que acordar com um enorme vazio no peito, e ir dormir com o mesmo? É tão estranho ter de lidar com tudo isso, ter de explicar um dor inexplicável. Não existe consolo, não existe justificativa, e a dor nunca vai acabar, mas de algum jeito, aprendemos á ser fortes, lidar com os problemas, com um sorriso no rosto. Eu sabia, sempre soube, bem no fundo do coração, que perdê-lo seria a pior de todas as perdas, e foi. Você se foi, e levou o meu coração junto, não gosto de despedidas, não consigo dizer “adeus”, por isso ainda te tenho aqui, no único lugar que ainda te posso ter, no meu coração. 
Para um querido amigo,
do fundo do coração.

Dor no peito.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Ela: Alô.
Ele: O que aconteceu?
Ela: Não diz nada, só me ouve, pelo menos uma vez na vida. Eu sinto muito a sua falta! Está sendo um castigo olhar dentro dos teus olhos e vê-los vazios, sem brilho, olha-los e ver que não é a mim que eles estão olhando. Eu sei que já está tarde, não digo do horário, apenas é tarde demais. A esta hora você provavelmente está me achando uma idiota, querendo desligar o telefone, virar para o lado e dormir. É que, é importante, para mim é! Mas é que eu fui a janela, sentei sobre a cama e pensei em você, como nós costumávamos ser, o que eramos quando estavamos juntos. Sinto sua falta, como nunca senti a falta de ninguém. Essa sou eu, te ligando á uma e meia da manha, vestindo seu moletom favorito, ouvindo sua musica favorita e lembrando de você, apenas eu em um dos meus momentos em que dói o meu peito de saudades tuas, esperando que eu te encontre acordando, pensando em mim. 
Ele: Eu penso em você a cada respiração que dou. Eu te amo pequena, não se preocupe, durma bem!

Um velho conhecido chamado tempo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Se você está ai sofrendo de amores, deitado no sofá pensando como seria se ...? Não tenho muito a lhe dizer, apenas lhe dou uma má noticia: Não há nada que você possa fazer para mudar algo, não há nada que possa mudar, posso lhe garantir que não lhe faltará amigos para te fazer sorrir, te levar para dar uma volta, para beber e fazer de conta que problemas não existem. Talvez, na melhor das hipóteses, possivelmente, haverá alguém que mudará teu destino, suas escolhas, seu ponto de vista, sua vida. Você o conhece muito bem, esteve com você desde o seu primeiro aniversário, seu primeiro passo, seu primeiro suspiro, seu primeiro amor. Lhe reapresento o tempo, um velho amigo seu, que nunca lhe abandonará. Fale com o tempo, converse com ele, jogue fora magoas, esqueça os problemas, fique intimo dele, pois o tempo é a nossa única companhia até o ultimo instante, o ultimo aniversário, seu último passo, eu último suspiro, seu último amor.

Recomeçando o fim.

terça-feira, 21 de junho de 2011




O tempo não só cura, mas também reconcilia.
Victor Hugo.


Acredite, o tempo não resolve nada, o tempo apenas muda a ordem das coisas, você sabe muito bem que é impossível viver só olhando pra frente. Todos nós somos formados de lembranças e sonhos, e o que nos diferencia são a maneira com que lidamos com eles. Tempo, tempo, tempo, Então aparece, mais um flashback, me faz voltar no tempo e acreditar que as coisas poderiam ter sido diferentes. Relembra dos melhores momentos, e jura que nossos erros, não passaram de simples enganos. Eu finjo que acredito, e deixo acontecer só pra saber até onde você quer chegar. Me pego no quarto, resolvendo nossas antigas incógnitas, relendo nosso velho roteiro. Essa sou eu, meus momentos mal resolvidos e meus erros sendo colocados á mesa, apenas eu relembrando, só que dessa vez, sozinha.

6 bilhões de pessoas e eu.

Uma hora a gente percebe que o mundo é grande demais pra gente se preocupar com coisas tão pequenas e insignificantes. Que a nossa vida é curta demais para que deixamos que os nossos problemas sempre pareçam os mais longos e complicados do que realmente são. Perdemos tempo demais esperando com que as coisas mudem. Agir é a reposta certa. Seja qual for a pergunta. Essa hora chegou, levante da cama e fale para o mundo que você chegou para ficar, para mostrar que não é só mais uma no meio de 6 bilhões, 797 milhões, 867 mil, 671 pessoas no mundo.

senti sua falta.

domingo, 5 de junho de 2011



Hoje senti sua falta. Como sempre sinto. Senti saudades de mim, saudades de você, saudades de nós, saudades da minha felicidade, do seu sorriso, do nosso conviver. Hoje mais do que nunca senti sua falta. Falta dos teus olhos, falta dos meus olhos nos seus. Falta do seu olhar, falta da alegria no meu olhar. Hoje senti que preciso de você, do meu lado, comigo, mais do que nunca, senti sua falta. Falta de ouvir “amor meu”, falta de ser o amor seu. Falta de ter com quem falar, falta de ter você comigo! Sinto saudades, saudades de você, saudades do seu carinho, saudades da sua certeza, saudades de você, amor meu. Senti falta de ouvir que sou o amor seu. Saudade da minha única certeza, saudade de você.

Apenas mais um fim.

sábado, 4 de junho de 2011

Minha vida flui entre erros e acertos, frases sem sentido e sem simetria, que quando se juntam, formam uma frase. Ah minhas frases, eu e a minha mania de sempre criar diálogos e frases que nunca vão ser realizadas. E o final? Meus finais são sempre clichês, sem porque, nem pra que, apenas acabam com o famoso ponto final. Fim, apenas mais um fim.

Uma história sem príncipe.



Então, você fecha os olhos e imagina que tudo pode acontecer. As lágrimas são reais, os sentimentos também. Só falta uma coisa: Ele. Um pequeno detalhe, que em ausência, não deixa a história acabar dentro de você. Uma eterna repetição, que te faz decorar e imaginar falas, cenas e gestos que nunca existiram.  Ele não esta nem aí, mas ele está lá, do outro lado da história, encarnando o papel principal dessa história sem fim , ele é o principal, o príncipe do meu conto de fadas, dentro de um filme no qual você nunca fez parte, só assistiu.

Querido coração.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

                                                   
                                                           Querido coração;
Olá, sou eu de novo, mas uma vez carregada de duvidas, sentimentos mal resolvidos. Querido coração, meu caro, há tantas coisas que ainda me tiram o sono, como é possível caber tudo aqui? As vezes fico indecisa em coisas que já sei, em duvida com coisas que já aprendi, me diz, o que fazer? Sei que está muito ocupado, sentindo as dores de outros, e tomando-as para si, mas tenho que ser sincera com você e te confessar que não estou feliz.
Não é egoísmo, não é vaidade, não é frescura, é somente aquela vontade denovo, de sentir algo novo. Olho ao redor e percebo que a cada dia, você se torna mais exigente e frio. Eu sei que você jamais concordaria com a razão, eu só queria voltar a sentir aquela sensação de leveza, aquelas borboletas no estômago e aquela falta de ar quando vê aquele sorriso, seria pedir muito?
Compreendo o medo de se machucar, sair partido em mil e um pedaços, mas estou disposta a correr esse risco com você. Acho que uma nova paixão faria bem, não só a mim, mas sim para nós.

Com Carinho, fique bem.

Tempo e suas consequências.

Permaneci ali, imóvel, com os olhos fechados sentindo o tempo passar. Acordei assustada noite passada. Tive aquele pesadelo de sempre. Você sabe exatamente como eu sou, não tive coragem de sair da cama, muito menos de ir acender a luz, o escuridão me consome. Apenas fiquei ali, com a esperança de você chegar para dizer que nada daquilo era verdade e deitar ao meu lado, eu envolvida em seus braços, sussurando coisas engraçadas no seu ouvido. Sinto sua falta, faça tudo que eu nunca deixei você fazer. Mas volta logo, volta pra mim.