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Na rua do café.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ruas de pedras amareladas e cidades com pequenas praças vazias. Senhoras na janela vendo a vida passar.  Crianças na calçada sorrindo e gritando. É tudo tão igual, e ao mesmo tempo, tão particular. Cada expressão. Cada esquina. Sinto que por instantes, poderia decifrar olhares e criar novos destinos. É o que eu gosto de fazer, sentar em um café e observar, ficar ali por horas, imaginando o que se passa na cabeça das pessoas, o que elas querem, para onde elas estariam indo. Acho que as vezes é difícil entender que cada pessoa tem a sua própria vida, seus próprios sonhos e objetivos, porque de certa forma, somos tão conectados uns com os outros, que me faz pensar se alguém teria os mesmos gostos que eu ou se alguém desgosta das mesmas coisas que eu. Por mais que a gente imagine, suponha e faça inúmeras teorias do porque aquela pessoas está fazendo tal coisa e aquela outra disse tal coisa, apesar de tudo isso, não podemos decifrar o que o outro realmente quer. Acredito que  se soubéssemos tudo que se passa na cabeça de quem agente ama, ficaríamos totalmente surpreendidos, porque afinal, agente (infelizmente) não sabe o que se passa na cabeça de uma pessoa, não sabe no que ela acredita e o que ela deixa de acreditar. Mas a verdadeira graça de observar as pessoas, é ver o modo de como elas agem, porque vendo isso, agente sabe um poco da personalidade dela, mesmo que seja bem pouco, é um grande começo. E quando eu sento em um café qualquer eu me sinto como um pequeno grão de areia no mundo, rodeada de pessoas desconhecidas e com metas, horários e compromissos á cumprir, me sinto tão pequena, pensando que as pessoas que passam, nem sabem quem eu sou, o meu nome, de onde vim, do que gosto, e ao mesmo tempo que me sinto pequena, me sinto extremamente importante, exatamente como um critico de um grande espetáculo, que a partir da minha palavra, as pessoas vão tentar melhor. E por mais estupido que seja esse meu pensamento, é assim que acontece, as pessoas julgam sem mesmo conhecer, e isso muitas vezes, magoa. 
Mas se tem algo que aprendi e juro levar para o resto da vida, é que, a vida real não tem roteiro. Não somos divididos por mocinhos, vilões e figurantes. Existem vários personagens, histórias, segredos e revelações dentro de nós, cabe a nós acordar e escolher que fantasia usar. 

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