Talvez eu não tenha te tratado tão bem quanto deveria. Talvez eu não tenha te amado com todo o amor que tinha. Pequenas coisas que eu deveria ter dito e feito e eu simplesmente não fiz. Talvez eu não tenha te abraçado todos aqueles momentos que você precisava. Talvez eu nunca tenha te dito o quanto eu te amo.Eu sei que eu errei, mas por todo o amor que tu tinha por mim, por favor diga-me que teu doce amor ainda não se foi, que todas aquelas palavras de amor não se transformaram em rancor. Diga-me, apenas diga-me. Ainda espero essas palavras de tua boca.
Garota dos lábios de mel, o que aconteceu? Cadê aquela doce menina que me chamava de amor? Trancou-a, prendeu-a dentro de ti? Será que algum dia ainda poderei vê-la? Ou ela se foi, junto com as tuas lágrimas? ah menina de rosa, ainda lembro do primeiro sorriso, do primeiro beijo. Nunca fora forte o suficiente para esconder sentimentos. Nunca fora forte para fingir por tanto tempo; pois então venha menina dos cabelos louros, venha minha princesa, não irei segurar minha vontade de ti por mais uma noite, pois então venha e diga portanto que sou seu.
Menina dos lábios de mel.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
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lu sales
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Cartas para você.
Outro dia de verão, que vem e vai embora. Caminhos que não se cruzam, destinam que não se unem. Quanto mais andava, mas perdida eu me sentia. Cercada de um milhão de pessoas e eu ainda me sinto sozinha. Sentada em um banco qualquer de um bar de Londres, lá estava, sozinha, escrevendo cartas que talvez nunca seriam entregues. Do lado do copo meio-cheio de vodka, havia um caixa, pequena e similar a um livro antigo, lá estavam guardadas as cartas que te escrevi, nunca as mandei, também não pretendo, escreve-las ainda me faz sentir como você estivesse aqui, preenche esse vazio que se instalou dentro de mim desde tua partida; Cada uma com uma linha ou duas, escritas perfeitamente com a antiga caneta que teu pai dera para mim. Bem sei que deveria te envia-las, mas sei que isto me machucaria muito mais, então as guardo, para que todas as noites você esteja aqui, comigo. Minhas palavras eram frias e sem graça, não sabia como agir, depois de tudo palavras me faltam, sentimentos sobram. Um dia de inverno está vindo, e indo embora, e eu continuo a escrever as cartas e a guarda-las, talvez em algum outro dia de verão, você esteja aqui para que possamos le-las juntos. Com amor, carinho e saudade daquela que ainda te espera.
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lu sales
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Uma peça de teatro.
domingo, 20 de novembro de 2011
A vida é um teatro. Enquanto os outros aprendiam a atuar, eu já estava pronta, vestida com um longo vestido branco, casando de certa forma com aquela história mal feita. Adaptada, mudada, escrita e reescrita, nada dava certo, uma virgula errada, um ponto deslocado, naquela apresentação era tudo improvisado. Uma peça de teatro que não permite ensaios, pois tudo nela é previsível. Uma história aonde não se sabe ao certo quem entra em cena pois hora está uma correria, hora uma lerdeza, atores atrapalhados que mal sabem o que estão fazendo no meio do palco. Tanta gente observando, uns querendo o fim da peça, outros querendo que o fim demore a chegar. O que realmente importa é que o destino de todos os personagens já estava definidos, e mal eles sabiam, que antes mesmo de entrarem em cena tudo já estava planejado. Por quem? Eu não sei ao certo, acho também que nunca saberei, mas que há um diretor sábio por trás de tudo isso eu não tenho duvidas. O que posso dizer ao certo é que enquanto todos esses "Porques" não são solucionados, porque não se senta? Compra uma pipoca e fica para assistir a peça mais desorganizada, mais louca, mais incerta e mais esperada de todos os tempos?
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lu sales
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alma perdida
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Está frio lá fora, e aqui dentro está muito pior. As lembranças mais uma vez vieram bater em minha porta, cobrando-me aquilo que já não me recordo mais. Parada na frente da minha liberdade, sem saber o que fazer, lá estava, eu, o meu silencio e um turbilhão de pensamentos confusos. Eu fui fraca, repito, cedi aos meus fantasmas, permiti que eles fizessem o que quisessem de mim, eu tentei impedir, digo, fiz de tudo que a minha dor permitiu que fizesse. Tentei me salvar, impedir daquilo que me fazia de refém se tornar algo muito maior, mas era tarde demais, eu já estava perdida, completamente viciada naquela sensação de liberdade, quanto mais risco eu corria, mais livre eu sentia. As vezes me desejava forte, forte ao ponto de conseguir vencer uma batalha contra mim mesma. Já, cansada, daquelas inúmeras promessas, de mentiras, de falsas palavras, e daqueles sorrisos apagados que chamava de meus. Sem ver a luz do fim do túnel, eu desisti. Pulei em direção a solução dos meus problemas. Era um dia frio demais, eu não suportaria. E assim dito digo-me de passagem, sou apenas mais uma alma perdida em busca da felicidade.
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fuga
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Eu fugi. De tudo, de todos, daquilo que me perseguia, daquilo que foi-se embora e que me deixou saudade, da culpa, do medo. Fugi, não porque quis, mas porque precisava. Já estava sedenta, cheia de culpa, tomada pelo medo da solidão, que no final foi a unica amiga que me restou. Eu quis mudar, começando por mim, aquela que tanto muda e que se diz mudada, mas não é bem assim que acontece, continuo sendo uma menina com medo do escuro, agarrada na luminária, feito macaco e uma banana, com medo de que todos aqueles monstros que moravam debaixo na minha cama, viessem me pegar. Continuo sendo aquela menininha que chora por causa da boneca quebrada, sentida por ela não poder fazer mais parte do meu mundo imaginário, que por não ser mais importante fosse banida daquele mundo que eu chamava de meu. Não sei você, mas eu vejo semelhança, de ser banida daquele mundo imaginário, faz de conta. Sinto medo de ser banida, daquilo que conheço e fazer parte daquilo que desconheço. O escuro já não me atormenta mais, mas na perda desse medo, outros vieram em seu lugar, e eu? O que posso fazer? Só me resta esperar, até que esses que aqui estão, partam para longe. Eu fugi meu querido, não porque quis, mas porque tudo isso que aqui lhe disse me fizeram crer que precisava.
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simples riacho.
sentada na janela, mais um vez, olhando o movimento na rua e as pessoas que nela passam. Me faz bem, sentir esse sensação de estar, mesmo que por um segundo, fora do mundo; por cima, observando tudo. Estar acima de todos os problemas, flutuando. Tanta dor e sofrimento trancados em um corpo, que muitas vezes transborda feito um pequeno riacho, que de gota em gota, enche cada vez mais. É uma boa definição, posso dizer, sou um riacho, daqueles bem simples, que por fora parece e se diz mais um, um riacho qualquer, mas quando se olha com outros olhos, se mostra tão diferente disso. Nada que uma boa disfarçada não melhore, um sorriso amarelo, paciência e muito orgulho. Orgulho de não se deixar levar por qualquer besteira, orgulho de não deixar uma lágrima sequer cair diante de alguém, alguém que muitas vezes pode transformar uma lágrima em várias. Aquela menina, ainda curva sobre a dura cadeira perto a janela, sofre, que por mais que um sorriso no rosto ainda lhe sobra, uma enorme dor ainda lhe persegue. Sem enxergar a luz do túnel, ela se mata, se envolve, se deixa levar pelo fantasma que a assombra, aqueles medos que nunca eram vistos, se tornaram públicos, estavam ali, estampados no frágil rosto, para que qualquer um pudesse ver. Nada mais, nada a menos do que um simples riacho "trocando de pele", levando as águas turbulentas e ficando sereno. Já não havia restado nada. Uma lágrima seca, uma despedida mal feita e um punhado de dores não resolvidas.
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O último adeus!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
...Antes de começar a ler, apenas quero que me prometa que não vai derrubar nenhuma lágrima, eu não as mereço...
Era verão, sim, a época que todos estavam se divertindo, saindo de casa de manha e só voltando á noite, aqueles dias que tudo que você quer é ficar na piscina o dia inteiro, bom, eu deveria estar fazendo aquilo. Eu fiquei sentada do parapeito da janela do meu quarto o verão inteiro, observando as crianças do meu bairro correrem e brincarem, enquanto o carrinho de sorvete passava e uma multidão de pessoas iam atrás, ficava ali observando os pássaros levando folhas para construir os seus ninhos, as árvores florescendo, por horas. Eu parei para pensar nas coisas a partir do dia que você se foi, o que aconteceu comigo? Eu costumava a ser forte! Ou eu estava enganada esse tempo todo?
Eu tenho saido para pensar. Você ainda se lembra do nosso banco na pracinha da esquina? Hoje ele é o meu refugio do mundo. Sabe, quando você não está bem e não quer falar com ninguém? Você já se sentiu assim? Meio, sozinho? Fora isso, as coisas andam exatamente iguais desde o dia que você se foi, o sorveteiro continua passando, as folhas continuam caindo e as crianças continuam correndo pela rua. Mas e você, como vai as coisas? Sua família está bem? E seu pai, continua fazendo aquela coleção de selos? E a sua mãe, continua escrevendo aquele livro de receitas? Eu era louca pelas comidas dela... Mas, e você? Como anda a vida? E aquela menina bonita que passava em frente a sua casa todos os dias, ela continua lá? Espero que sim, também espero que você esteja feliz, bom, mesmo que não seja comigo. Não vou negar, nem mentir, eu ando me sentindo meio culpada, desde aquele dia, não sei porque, sou complicada sabe? Mas você também tem culpa nisso! É, quem mandou você entrar na minha vida e sair assim, do nada? Dói e dói muito. E sabe o que dói mais do que isso? É a tua ausência, tos teus abraços, dos teus beijos,e quer saber? Eu sinto tanta a tua falta e a cada dia que passa eu desejo mais um pouquinho que você volte. Eu peço todos os dias a Deus que quando eu for na pracinha lá estará você, sentado, comendo o seus tão adorados morangos, como costumava ser. Bom, eu só queria dizer que eu dei o meu melhor, eu fiz de tudo, eu tentei de tudo e eu suportei de tudo. Juro que tentei fazer, as coisas continuarem iguais, mas sem você aqui, as coisas não funcionam. Tetei fazer com que o lugar aonde eu vivia, um lugar suportável, mas como sempre eu estraguei tudo. Porque? Adivinha?! Eu confiei demais, eu acreditei demais, eu senti demais, eu fiz as coisas serem demais para mim. Era como você dizia, "nunca demonstre fraqueza para o inimigo, ele usará isso para te machucar ainda mais"... porque eu não te ouvi? Mas agora é tarde demais, você se foi, minha esperança também, apenas quero dizer que esta é a ultima carta que lhe envio, vou seguir minha vida, ou melhor, tentar arruma-la, a vida continua né? Adeus meu querido, seja feliz.
Era verão, sim, a época que todos estavam se divertindo, saindo de casa de manha e só voltando á noite, aqueles dias que tudo que você quer é ficar na piscina o dia inteiro, bom, eu deveria estar fazendo aquilo. Eu fiquei sentada do parapeito da janela do meu quarto o verão inteiro, observando as crianças do meu bairro correrem e brincarem, enquanto o carrinho de sorvete passava e uma multidão de pessoas iam atrás, ficava ali observando os pássaros levando folhas para construir os seus ninhos, as árvores florescendo, por horas. Eu parei para pensar nas coisas a partir do dia que você se foi, o que aconteceu comigo? Eu costumava a ser forte! Ou eu estava enganada esse tempo todo?
Eu tenho saido para pensar. Você ainda se lembra do nosso banco na pracinha da esquina? Hoje ele é o meu refugio do mundo. Sabe, quando você não está bem e não quer falar com ninguém? Você já se sentiu assim? Meio, sozinho? Fora isso, as coisas andam exatamente iguais desde o dia que você se foi, o sorveteiro continua passando, as folhas continuam caindo e as crianças continuam correndo pela rua. Mas e você, como vai as coisas? Sua família está bem? E seu pai, continua fazendo aquela coleção de selos? E a sua mãe, continua escrevendo aquele livro de receitas? Eu era louca pelas comidas dela... Mas, e você? Como anda a vida? E aquela menina bonita que passava em frente a sua casa todos os dias, ela continua lá? Espero que sim, também espero que você esteja feliz, bom, mesmo que não seja comigo. Não vou negar, nem mentir, eu ando me sentindo meio culpada, desde aquele dia, não sei porque, sou complicada sabe? Mas você também tem culpa nisso! É, quem mandou você entrar na minha vida e sair assim, do nada? Dói e dói muito. E sabe o que dói mais do que isso? É a tua ausência, tos teus abraços, dos teus beijos,e quer saber? Eu sinto tanta a tua falta e a cada dia que passa eu desejo mais um pouquinho que você volte. Eu peço todos os dias a Deus que quando eu for na pracinha lá estará você, sentado, comendo o seus tão adorados morangos, como costumava ser. Bom, eu só queria dizer que eu dei o meu melhor, eu fiz de tudo, eu tentei de tudo e eu suportei de tudo. Juro que tentei fazer, as coisas continuarem iguais, mas sem você aqui, as coisas não funcionam. Tetei fazer com que o lugar aonde eu vivia, um lugar suportável, mas como sempre eu estraguei tudo. Porque? Adivinha?! Eu confiei demais, eu acreditei demais, eu senti demais, eu fiz as coisas serem demais para mim. Era como você dizia, "nunca demonstre fraqueza para o inimigo, ele usará isso para te machucar ainda mais"... porque eu não te ouvi? Mas agora é tarde demais, você se foi, minha esperança também, apenas quero dizer que esta é a ultima carta que lhe envio, vou seguir minha vida, ou melhor, tentar arruma-la, a vida continua né? Adeus meu querido, seja feliz.
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lu sales
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